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  • Catharine Senna / Bacharel em Jornalismo e Voluntária

Meninas e mulheres na ciência


A corrida para encontrar a vacina para a Covid-19 é a prova que a pesquisa científica é muito importante para todo e qualquer país, mas a equipe não pode e nem deve ser composta apenas de homens. Desde quando a mulher ganhou o direito de trabalhar, ela ainda tem lutado para ser inclusa em diversos nichos profissionais, que até então eram dominados pelos homens. Até hoje, as mulheres são cerca de 54% dos estudantes de doutorado no Brasil, que representa um aumento de 10% nos últimos 20 anos, mas apesar disso, elas representam apenas 24% dos beneficiários de algum subsídio do governo brasileiro, que é dado aos cientistas mais produtivos.

Há algumas hipóteses ditas que as mulheres, por cuidarem da casa e crianças, são ditas como menos produtivas que os homens, no entanto, um artigo publicado na Nature Magazine dizia que as mulheres eram responsáveis por quase 70% das publicações de cientistas entre 2008 e 2012. Além dessa ideia de que mulher não é produtiva, o machismo e o preconceito evidenciam mais ainda essa desigualdade no meio científico, fora o fato que existem problemas no mundo feminino que são pouco estudados e ainda por cima não há mulheres na área.

Uma ressalva importante para esses tempos de pandemia é o fato que as mulheres ocupam 71% dos cargos de pesquisador científico no Butantan que, segundo o próprio instituto, isso se deu ao crescente acesso de mulheres à educação superior, e também devido às áreas de biologia e saúde, as quais atraem mais o público feminino.

O caminho para inclusão da mulher na ciência ainda é muito longo, mas talvez possamos dar um passo de cada vez através de campanhas educativas, na qual estimulem que as meninas se tornem futuras cientistas. E elas podem ter aulas inovadoras no Laboratório de Ciência do Colégio Espaço da Comunidade, com espaço amplo e diversificado para pesquisa, prática e uma aprendizagem efetiva. Matricule sua filha pelo Whatsapp: (11)95590-4098.

Texto escrito por Catharine Senna, 25 anos, Bacharel em Jornalismo pela Uninorte e voluntária da FCG.

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